My Ssec Capstone Project A doença do sono é encontrada na África Subsaariana

A doença do sono é encontrada na África Subsaariana

A doença do sono é encontrada na África Subsaariana, transmitida pela picada da mosca tsé-tsé do gênero Glossina. O desenvolvimento da doença dá-se pelo aparecimento de gânglios cervicais, sonolência e estado febril, cujo o parasita invade a corrente sanguínea, ele se aloja no sistema nervoso central e multiplica-se causando maior sonolência, é importante verificar se as meninges cerebrais estão inflamadas, caso estejam podem levar a morte.
São consideradas os agentes etiológicos como subespécies de Trypanossomíase brucei.
As moscas se infectam ao alimentar-se com o sangue de vertebrados contaminados com parasitemia, após isso o sangue fica em um espaço no intestino médio, as formas grossas do parasita transforma-se em elementos alongados. Estes tripomastigotas, dividem-se e vão ocupando situações distantes, até passarem a borda da membrana peritrófica e invadem o pró-ventrículo da mosca. Os tripomastigotas ficam mais finos e alongados e continuam migrando até alcançarem os canais das glândulas salivares.
Para saber se o paciente está infectado com o T.B.Gambiense e T.B.Rhodesiense é necessário que faça um diagnóstico laboratorial.
Nos estágios iniciais da doença, tem uma manifestação patológica a anemia, nos períodos tardios ela se agrava. Há hipertrofia dos linfonodos, do baço e do fígado, edemas e ascite, distúrbios cardiovasculares e endócrinas. Aparecem lesões celulares em todos os órgãos e tecidos, no sistema nervoso essas lesões conduzem a meningoencefalite.
Já no tratamento os pacientes devem ser hospitalizados durante um mês, no T.B.Gambiense esse período é mais curto.
A Tripanossomíase gambiense é encontrada em países da África Ocidental e central, a doença do sono é rural, mas também é encontrada em pequenos povoados. São espécies que precisam de um meio sombrado, com temperatura não muito elevadas e úmidas.
Há grande diferença epidemiológica da doença da África Ocidental e da África Oriental. Os vetores não precisam ser grandes para garantir a transmissão, as moscas permanecem infectadas a vida toda. Na África Ocidental, os transmissores são moscas palpalis: Glossina palpalis. G. tachinoides. G.fuscipes, essas espécies são ribeirinhas, alimentam-se de sangue de crocodilo, homem, porco e outros animais. A doença penetra em áreas indenes, surge a epidemia, em população densas. Pode ser relacionadas com a migração humana.
Na África Oriental, ocorre a Tripanossomíase brucei rhodesiense é uma zoonose de animais selvagens que atacam o homem.
As tsé-tsé envolvidas nas transmissões são glossinas morsitans, que habitam em savanas. Em écotopos onde essa subespécie de tripanossomo circula, os antílopes constituem o suporte biológico.
Quando as populações se agrupam em comunidades distantes aos criadores e dos locais onde se encontra a glossina, as fontes de água adequadas são instaladas, onde os moradores não precisam ir em rios ou lagos pegar água, o risco diminui, utilizar a aplicação de inseticida, as armadilhas para as glossinas também são eficaz para a diminuição.
O tratamento em casos positivos da tripanossomíase gambiense é evolutiva lenta, permite que o paciente siga suas atividades habituais.
A quimioprofilaxia é contra indicada nas áreas com T.B.Rhodesiense, capaz de mascarar o período agudo da doença, é recomendada apenas para a T.BGambiense.